terça-feira, 6 de março de 2018

Comunicar...



Quem não passou já por aqueles momentos em que no final de uma reunião de equipa, verifica que cada elemento sai com uma perceção diferente das mensagens que foram transmitidas? 

Ou, provavelmente reconhece expressões como "eu com ele não me entendo...", ou "Explica tu, que eu já não sei o que dizer..."

A todo o momento, nós comunicamos...

É impossível não o fazer!

Seja com palavras, seja com o nosso corpo,

Estamos sempre a comunicar pois é a única forma de partilharmos informação, de nos relacionarmos, de nos compreendermos uns aos outros...

É algo que fazemos desde que nascemos

Então,

Como é possível que a comunicação gere tantos mal-entendidos?

Porque o que nós fazemos na realidade é uma representação interna dos acontecimentos, que é única, é a nossa! E essa representação, que no senso comum chamamos os filmes da nossa cabeça, influencia o nosso estado emocional e consequentemente o nosso comportamento...

Mas conhecendo os processos que estão por detrás da nossa experiência subjetiva dos acontecimentos, abrem-se novas possibilidades...

Podemos aumentar o nosso auto conhecimento, compreender melhor o outro, ser mais flexíveis, entre muitas outras coisas que nos permitirão alcançar mais facilmente os objetivos a que nos propomos.

Toda a mudança começa com a tomada de consciência e com um primeiro passo.

Pronto(a) para sair da zona de conforto e ir ao encontro de novas realizações, alinhadas com um propósito maior?

Para mais informação: info@ownrising.pt

Até breve

Maria Manuel Mendes




















segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

"Não estou feliz no trabalho"


Caminhava tranquilamente no paredão de uma das praias que mais gosto, atenta aos sons, aos cheiros, à brisa... às vozes...
  • Quando escuto "não estou feliz no trabalho"
  • Continuei a caminhar e por momentos, fez-se silêncio interior e refleti por uns instantes no que acabara de ouvir...
  • Quantas pessoas estarão agora a dizer para si mesmas "olha, também sinto o mesmo..."
  • Quantas, acordam sem vontade de ir para o trabalho?
  • Quantas, se questionam porque fazem o que fazem?
  • Quantas, procuram a energia e o entusiasmo perdidos?
...
Por diferentes motivos, há uma elevada percentagem de seres humanos como eu e como tu, que se encontram abaixo do seu potencial e que estão insatisfeitos com o que fazem profissionalmente...
  • Ou porque o que fazem já não é desafiante...
  • Ou porque o que fazem já não os preenche...
  • Ou porque o ambiente de trabalho é pouco amigável...
  • Ou porque o superior hierárquico se rege por valores completamente diferentes...
  • Ou porque a empresa está em crise e as incertezas são uma constante...
  • Ou porque interiormente há um conflito permanente (carreira vs família, ou outro)...
  • Ou porque simplesmente, já não gostam do que fazem...
  • Ou apenas ficam com dúvidas existenciais na cabeça...
Enfim, várias situações e emoções, como frustração, desgaste, cansaço, apatia, podem surgir.

No entanto, quando começamos a questionar, é um ótimo sinal, significa que há um despertar, uma tomada de consciência que abre novas possibilidades de ação.

Já acompanhei vários clientes em processos de coaching com algumas destas situações e estou a lembrar-me de um caso, no qual a cliente tinha regressado de licença de maternidade e a relação com "a chefe", como ela dizia, era "insustentável"... Ficava transtornada de todo. Parecia "deitar fumo" por todo o lado...

E, com este estado emocional, concorria desenfreadamente a anúncios de emprego, e até conseguia ir a algumas entrevistas... Mas, na verdade, com este estado emocional, as entrevistas nunca corriam como esperado e o desespero aumentava...

Nem sempre é possível dizer "não" ao emprego atual, "só" porque não nos sentimos bem.

Há várias implicações que carecem de atenção e cautela, quer a nível emocional, quer material.

No entanto, é possível gerir o estado emocional de outra forma para que, depois então, com o estado emocional certo, com outra clareza e com outros recursos, os resultados possam ser diferentes e melhores.
Como por exemplo:
  • clarificar o propósito profissional e o que os respetivos "motores", ou seja, os valores em contexto profissional
  • iniciar a procura de novas oportunidades de trabalho ou "refinar" a que já estava em curso, com otimismo e confiança
  • ter a conversa certa, com a pessoa certa, no momento certo, abordando os temas "quentes", de forma tranquila, segura e assertiva
  • reenquadrar o que fazemos, recriando a função ou os projetos em que estamos envolvidos
  • aceitar o momento e compreender que é apenas temporário, pode ser apenas uma distorção da realidade
  • entre outros...
Em muitos casos este tem sido o momento de parar, analisar, mudar de registo e agir.
E ao parar, o primeiro passo é mesmo conheceres-te melhor a ti próprio(a).
  • O que é que te move? Será o dinheiro que recebes no final do mês, ou será a realização do trabalho que fazes? Fazes o que fazes, com que significado?
  • O que te leva a agires como ages? O que será que influencia o teu comportamento e qual o impacto que tem nos outros?
  • O que sabes e do que é que és capaz (competências, experiências, recursos)?

Se sentes que é o momento de parar e olhar para ti, lê atentamente as questões que estão para trás.

Tranquilamente, responde e toma consciência das sensações que emergem.

Se queres ir ainda mais longe e fazer um caminho estruturado, vem conhecer o nosso programa de coaching e contacta-nos (info@ownrising.pt) para mais esclarecimentos ou marca já a tua primeira sessão através do formulário.

Até breve