domingo, 14 de junho de 2015

As famílias de hoje...


“Os tempos mudaram”, dizia uma adolescente para o seu pai.
“Estamos a atravessar uma crise de valores”, refere a sociedade
adulta em pleno século XXI.


Nada se perde e tudo se transforma, já Lavoisier assim o dizia... 

Num mundo em rápida transformação, o que se faz com o tempo, com as tradições, com os valores, o que muda nos contextos e como estamos a lidar com isso? 

Que educação estamos a passar?

Com o crescente número de divórcios, como lidamos com as estruturas familiares alargadas, onde é cada vez mais comum, “mais do que uma família numa família”? 

Como é que interagimos uns com os outros?

A família, considerada como um refúgio, como um porto seguro, como uma garantia de estabilidade, tem sido cada vez mais afectada pelas mudanças sociais, económicas e tecnológicas, que ocorrem ao longo dos tempos.

Apesar de em nada ter perdido a sua importância, o seu vigor, a sua vitalidade, a verdade é que todas as famílias atravessam uma fase de mudança e reconhecê-lo pode abrir-lhe horizontes ilimitados e contribuir para uma evolução positiva.

Conscientes da importância, das dificuldades e exigências das famílias de hoje, desenvolvemos um programa específico, com base nos conceitos da Psicologia Positiva e da Programação NeuroLinguística (PNL), que pretende contribuir para a melhoria dos relacionamentos familiares.

Cada participante está inserido num sistema familiar onde tem um papel e um lugar. 

Nesse sistema, de que forma capta e processa os acontecimentos? 

Qual o impacto em si e nos outros? 

O que leva a agir e a reagir de determinada forma?

Tomar consciência de como é que a nossa mente trabalha é um primeiro passo, descobrir como a podemos tornar mais funcional na nossa vida familiar, é o passo seguinte.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades mas mantenha-se a intencionalidade.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O impacto da Visualização Mental no Desporto


Um soldado americano, o Coronel George Hall, esteve preso em cativeiro durante alguns anos no Vietnam.
As condições em que se encontrava limitavam a condição física e impossibilitavam a prática do seu desporto favorito, o golfe.
Para ocupar o seu tempo e manter alguma “sanidade mental”, durante os, cerca de, 5 anos e meio de cativeiro, jogou diariamente uma ronda de golfe na sua mente.
Encontrava-se quase sempre sozinho numa cela de 2,5 por 2,5 m.
Antes da viagem para o Vietnam tinha um handicap de 4.
Quando regressou, 5 anos e meio depois, os amigos desafiaram-no para jogar uma partida de golfe.
Para surpresa de todos e apesar da sua debilidade física, manteve o seu handicap original!
Estupefactos como ocorrido e referenciando que há mais de cinco anos que não jogava, ele respondeu-lhes “eu joguei mentalmente todos os dias no decorrer desse período de tempo e conhecia cada pedaço de erva, cada bunker e cada jogada que havia feito”

Walter Herman, que se intitula “arquiteto de aprendizagem”, conta que John Grinder, co-autor da PNL, aprendia um novo desporto de 6 em 6 meses. Em dois ou três meses conseguia dominar as competências que normalmente exigem dois ou três anos de trabalho. John Grinder utilizava a técnica de aprendizagem da PNL, a chamada modelagem: procurava especialistas na área, investigava como pensavam, o que viam, ouviam, sentiam, em que acreditavam, o que faziam e repetia tudo isso mentalmente. 


Não basta agir. A repetição mental no âmbito desportivo vai influenciar diretamente as funções motoras necessárias e isso facilita grandemente a aprendizagem.
“A associação com os passos detalhados da atividade em causa cria um estado que ativa os neurotransmissores que depois alimentam a fisiologia e tornam o desempenho pretendido alcançável.”

Todo o processo ou parte dele pode ser usado e adaptado para as necessidades específicas de cada indivíduo. 


Tendo em conta que tem a ver com interiorização, precisa ser repetido várias vezes seguidas, prestando muita atenção à “sensação”, garantindo que a resposta está a tornar-se automática.

E é tudo muito simples, experimente o seguinte exercício no âmbito da sua prática desportiva:

  • Identifique um acontecimento do passado em que teve o estado que agora necessita de aceder
  • Coloque-se em visão periférica e repare como tudo fica silencioso, incluindo a sua cabeça...
  • Agora passamos ao estado ideal: aceda ao evento – como se estivesse lá...
  • Sinta a mudança na fisiologia – quando sentir o estado então...
  • Percorra o movimento está prestes a fazer usando o estado fisiológico que iniciou
  • Sinta e veja o futuro evento/ movimento e percorra-o física e mentalmente de um modo contínuo para interiorizar essa reação